Bens de criminosos – alguns apreendidos há mais de 30 anos – serão vendidos em um leilão que tem previsão para acontecer no Rio em abril deste ano. Na lista, estão uma moto apreendida pela Polícia Civil em 1987 e três carros confiscados em 1988 pela Polícia Federal. Nenhum deles foi colocado à venda até hoje. Os veículos ainda serão avaliados pelo leiloeiro responsável pelo certame, mas pelo tempo decorrido, é certo que já tenham virado sucata. Ainda assim, eles são comercializados.
O leilão será organizado pela Secretaria Nacional de Política Sobre Drogas (Senad) e faz parte de uma política do Ministério da Justiça, que tem intensificado a venda de bens de criminosos no intuito de reverter o dinheiro arrecadado para a União e para os Estados.
A Senad já possui uma lista de 51 automóveis previstos para serem leiloados no Rio, mas ainda aguarda o levantamento, feito por uma comissão formada na Secretaria de Polícia Civil do estado, sobre outros bens que poderão entrar na relação. Só podem ser vendidos aqueles que, após apreendidos, a Justiça deu permissão para a comercialização.
– Estamos fazendo uma apuração interna para saber tudo que temos de bens apreendidos e já com decisão judicial para serem leiloados – afirma a delegada Patricia Alemany, chefe do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) da Polícia Civil do Rio.
Poderão entrar na lista de patrimônios a serem leiloados futuramente carros e imóveis de traficantes e milicianos apreendidos pelo departamento em 2019. Exemplo é a casa de luxo do miliciano Danilo Dias Lima, o Tandera. O imóvel, localizado em Seropédica, está avaliado em cerca de R$ 750 mil. Um carro KIA Sorento, que pertencia ao sobrinho do traficante Fabio Pinto dos Santos, o Fabinho São João, também poderá ser vendido. O veículo está avaliado em cerca de R$ 150 mil. Esses bens ainda precisam de autorização judicial para serem leiloados.
Durante o ano de 2019, o DGCOR-LD, criado em março, conseguiu o bloqueio de R$ 84,2 milhões em bens e valores suspeitos de terem sido obtidos de forma ilícita.
Vale Paraibano RJ