Depois de recusar a proposta patronal, os vigilantes do Estado do Rio decidiram decretar greve, já a partir desta segunda-feira (20). De acordo com informações, a categoria decidiu pela paralisação depois de assembleia realizada durante quatro dias em todos os sindicatos do estado do RJ.
De acordo com o Sindicato dos Vigilantes do Estado, na campanha “Não é só por reajuste. É por dignidade”, os trabalhadores reivindicam reajuste do piso salarial e no ticket refeição e questionam a falta de convenção coletiva de trabalho.
No Estado são cerca de 40 mil vigilantes atuando na área, enquanto na capital são aproximadamente 25 mil trabalhadores. Para a categoria, a paralisação é fruto do descaso das empresas de segurança com as reivindicações dos profissionais, que se manteve na linha de frente desde o momento do início da pandemia, e que foi considerada essencial por decretos federal e estadual.
Vários órgãos serão afetados pela paralisação. No entanto, o Sindicato das Empresas de Segurança do Rio (Sindesp-RJ) , para tentar frear a greve, conseguiu uma liminar obrigando os sindicatos de vigilantes a manter um efetivo mínimo de 70% nos postos de serviço.
A ação foi comentada pelo presidente do Sindicato do Vigilantes do Rio, Antônios Carlos de Oliveira.
“A decisão não impede a greve, mas acaba nos enfraquecendo, mas vamos respeitá-la. Mas, é quase como se não pudéssemos fazer a greve. Ninguém lembra dos direitos dos vigilantes. Nossa categoria está precarizada há anos, trabalhamos com armamento obsoleto. Fomos esquecidos pelo governo. A greve não é só pelo reajuste, mas pela dignidade do nosso trabalho”, afirma o presidente do sindicato dos vigilantes.
Nas agências bancárias, o mínimo deverá ser de dois vigilantes.
Vale Paraibano RJ