Sul Fluminense
Um dos pilares da economia do estado, a indústria do aço segue se mobilizando para enfrentar os desafios propostos pela Reforma Tributária e o fim dos incentivos fiscais, que devem causar um impacto negativo de mais de R$ 12 bilhões anuais na economia do estado, a partir de 2029, período em que se inicia a transição do ICMS.
Os temas, inclusive, ganharam destaque no Café e Negócios do Aço, evento organizado pela Aproaço - Associação dos Processadores de Aço do Estado do Rio de Janeiro, realizado nesta terça-feira (12), no Hotel Bela Vista, em Volta Redonda.
Durante o encontro, que contou com as presenças do deputado Gustavo Tutuca - autor da Lei do Aço, do vereador do Rio de Janeiro, Marcos Dias e do prefeito de Pinheiral, Luciano Muniz, representantes das indústrias de processamento de aço acompanharam um debate importante sobre diversos aspectos da Reforma Tributária no setor industrial, sob a ótica do professor Márcio Costa, consultor tributário do CRC-RJ - Conselho Regional de Contabilidade.
Responsável por 10% do PIB do estado do Rio de Janeiro, a cadeia do aço defende uma maior segurança jurídica no país, para que as indústrias possam ter previsibilidade em seus investimentos. E esse movimento tem ganhado força nos últimos anos através das ações da Aproaço, no estado e em Brasília.
“A previsibilidade das regras é essencial para dar segurança jurídica. O setor industrial demanda investimentos robustos, planejamento de longo prazo e estabilidade regulatória, qualquer cenário de incerteza pode comprometer decisões empresariais e afastar novos aportes. Isso inclui a manutenção de políticas fiscais já estabelecidas até a clareza na aplicação de normas tributárias e trabalhistas”, explicou o presidente da Aproaço, Haroldo Filho, que complementou.
“Temos avançado neste papel no estado do Rio, dialogando sobre demandas com o Governo do Estado e Alerj, e agora estamos avançando junto ao congresso nacional para que todos possam entender os impactos negativos na indústria durante esse período de regulamentação”.
Comentários: