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Concessionária Light leva 552 multas em seis meses

Autos de infração em 2026, acumularam R$ 747 mil em multas, das quais R$ 738 mil continuam em vigor

Concessionária Light leva 552 multas em seis meses
Foto: Ana Branco
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Rio de Janeiro 

Quase três multas por dia. Esse é o retrato que a Prefeitura apresentou sobre as obras da Light nas ruas do Rio, segundo um balanço da Secretaria de Conservação (Seconserva), responsável pela fiscalização de obras e que recebeu 552 autos de infração entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026, acumulando R$ 747 mil em multas, das quais R$ 738 mil continuam em vigor. 

O relatório foi preparado pela equipe de fiscalização de obras da Seconserva para uma reunião com a Light e conclui que os problemas não são casos isolados, mas um “padrão sistemático, não episódico” de irregularidades. 

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A maior parte das autuações está relacionada a obras feitas em desacordo com a licença (287 autos), seguida por obras sem licença válida (94), infrações que continuaram mesmo depois de notificação oficial da prefeitura (92) e falta de recomposição de calçadas e pistas depois das intervenções (43). Só as falhas de documentação em obras licenciadas renderam R$ 308 mil em multas. 

Os fiscais também apontam que a Light frequentemente deixa de cumprir prazos obrigatórios, como a entrega de documentos de acompanhamento dessas obras e dos relatórios fotográficos que comprovam a conclusão dos serviços. Ao todo, 81 autos tiveram como motivo atrasos ou descumprimento de prazos previstos. 

As infrações se espalham por praticamente toda a cidade, mas 53% delas se concentram no Centro e na Zona Sul. Entre as ruas com mais ocorrências aparecem a Barata Ribeiro (16 autuações), Avenida  Afrânio de Melo Franco (14), Nossa Senhora de Copacabana (13), Rua Tonelero (13) e Estrada dos Bandeirantes (10). 

O relatório significa que a prefeitura acusa a concessionária de repetir os mesmos erros ao abrir e fechar valas nas ruas: iniciar obras sem autorização, descumprir as condições das licenças, demorar a entregar documentos obrigatórios e, em muitos casos, deixar calçadas e pistas sem a recomposição adequada. 

Ao fim do documento, a Seconserva cobra três mudanças: não iniciar nenhuma obra sem licença válida, cumprir todos os prazos previstos e apresentar uma solução estrutural para acabar com as irregularidades, que, segundo a secretaria, se repetem todo mês.

 Por Veja Rio 

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