Rio de Janeiro
Mais de três anos depois de ter pedido proteção à Justiça contra credores, a Light, distribuidora de energia elétrica que atende a 31 municípios do Rio, incluindo a capital e parte da região metropolitana, está perto de encerrar a recuperação judicial. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da empresa, Alexandre Nogueira, previu que o processo poderá ser concluído entre setembro e outubro, após cumprida a reestruturação financeira da companhia. Na operação, a Light será capitalizada entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,7 bilhões.
Parte desse valor virá da emissão de novas ações no montante de até R$ 1,5 bilhão. Em 18 de junho, a Light captou R$ 1,24 bilhão com a emissão de 197,2 milhões de ações, subscritas ao preço de R$ 6,29 cada uma. A oferta era maior, de 238,4 milhões de ações. Houve, portanto, sobra de cerca de 41,2 milhões de ações que voltarão a ser ofertadas aos acionistas a partir desta quarta-feira (24) e até o dia 3 de julho. Nessa nova rodada, a empresa espera levantar mais R$ 260 milhões.
O pedido de encerramento da recuperação judicial deve ser feito assim que for homologado o aumento de capital, o que está previsto para meados de julho.
Como forma de complementar a operação, também está prevista a conversão de R$ 2,2 bilhões da dívida da Light em capital social da companhia, o que vai diluir os sócios de referência, incluindo os empresários Ronaldo César Coelho e Carlos Alberto Sicupira. O fundo Samambaia FIA, de Coelho, é hoje o maior acionista da Light, com 20,01%. O BTG Pactual possui 14,81% e o Santander PB Fia 1, de Sicupira, 10,16%. O fundo Opus FIP detém 9,91%.
Ao Valor Econômico, Ronaldo César Coelho disse que a fatia dele na Light deve cair de 20% para 15% após concluída a capitalização.
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