Rio de Janeiro
O governador interino Ricardo Couto prepara para as próximas semanas a redução no número de secretarias do estado do Rio de Janeiro. Após o enxugamento, a meta é fazer o estado sair das atuais 32 pastas para cerca de 20.
É uma nova etapa na reestruturação do estado, iniciada em março deste ano, quando o presidente do Tribunal de Justiça assumiu o cargo interinamente após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro.
Sem previsão para o Supremo Tribunal Federal (STF) definir as regras da sucessão — se por eleição direta ou indireta —, e às vésperas da eleição regular de outubro, a ordem no Palácio Guanabara é seguir cortando custos de contratos suspeitos e exonerando comissionados. A expectativa é que o mandato interino vá até o final do ano.
A atual administração percebeu que vários cargos eram fatiados para inchar a máquina. Um exemplo: um cargo de R$ 10 mil era dividido em dez de R$ 1 mil. Para turbinar o salário no fim do mês, eram criadas gratificações especiais via decreto — e assim se aumentava o número de pessoas apadrinhadas no estado.
Em um primeiro momento da gestão, a estratégia foi mirar em órgãos como a Cedae, o RioPrevidência, as secretarias de Meio Ambiente, Fazenda, Planejamento e Saúde, além da Procuradoria Geral do Estado.
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