DIA 28 DE MAIO O DIA "D" DO LEITE SUL FLUMINENSE
O próximo dia 28 de maio de 2026 não é apenas mais uma data no calendário burocrático de Brasília. É o dia do julgamento final para a bacia leiteira do Sul Fluminense. A decisão do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) sobre a sobretaxa antidumping contra o leite em pó da Argentina e do Uruguai vai ditar quem continua no campo e quem quebra de vez em cidades como Valença, Barra Mansa e Resende. Chega de romantizar o campo: o que estamos assistindo é um massacre econômico silencioso.
Há anos o produtor fluminense joga um jogo de cartas marcadas. Enquanto o custo de produção na nossa região não para de subir, o mercado brasileiro foi inundado por leite estrangeiro subsidiado. Dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e da CNA escancaram a gravidade da situação: as importações de leite em pó do Mercosul saltaram absurdos 68% em volume nos últimos anos, abocanhando quase 10% de todo o consumo nacional. A Argentina chegou a enviar o produto para cá com margens de dumping que passam de 50% de subfaturamento. Isso não é livre mercado, é concorrência desleal pura e simples.
No Sul Fluminense, onde a atividade é dominada por pequenos e médios produtores, o impacto dessa invasão foi devastador. Com a indústria nacional preferindo o leite em pó importado que é mais fácil de estocar e transportar, o preço pago pelo litro de leite in natura ao produtor local despencou da casa dos R$ 2,80 para amargos R$ 2,10. Enquanto isso, o custo operacional de manter uma fazenda na nossa topografia acidentada permaneceu sufocante.
"O leite é um produto básico, com ciclo de produção longo e custo alto no campo. Quando países com subsídio pesado jogam excedentes no mercado brasileiro a preço abaixo do custo, eles não estão competindo: estão destruindo a cadeia produtiva local. O pequeno e médio produtor não aguenta vender abaixo do custo por meses. Resultado: fechamento de propriedades, desemprego no interior e aumento da dependência externa. Dia 28 é um dia importante para se decidir em Brasília", explica o vereador de Valença, Haroldo Filho.
O resultado dessa conta que não fecha é visível nos distritos da nossa região:
O próximo dia 28 de maio de 2026 não é apenas mais uma data no calendário burocrático de Brasília. É o dia do julgamento final para a bacia leiteira do Sul Fluminense. A decisão do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) sobre a sobretaxa antidumping contra o leite em pó da Argentina e do Uruguai vai ditar quem continua no campo e quem quebra de vez em cidades como Valença, Barra Mansa e Resende. Chega de romantizar o campo: o que estamos assistindo é um massacre econômico silencioso.
Há anos o produtor fluminense joga um jogo de cartas marcadas. Enquanto o custo de produção na nossa região não para de subir, o mercado brasileiro foi inundado por leite estrangeiro subsidiado. Dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e da CNA escancaram a gravidade da situação: as importações de leite em pó do Mercosul saltaram absurdos 68% em volume nos últimos anos, abocanhando quase 10% de todo o consumo nacional. A Argentina chegou a enviar o produto para cá com margens de dumping que passam de 50% de subfaturamento. Isso não é livre mercado, é concorrência desleal pura e simples.
No Sul Fluminense, onde a atividade é dominada por pequenos e médios produtores, o impacto dessa invasão foi devastador. Com a indústria nacional preferindo o leite em pó importado que é mais fácil de estocar e transportar, o preço pago pelo litro de leite in natura ao produtor local despencou da casa dos R$ 2,80 para amargos R$ 2,10. Enquanto isso, o custo operacional de manter uma fazenda na nossa topografia acidentada permaneceu sufocante.
"O leite é um produto básico, com ciclo de produção longo e custo alto no campo. Quando países com subsídio pesado jogam excedentes no mercado brasileiro a preço abaixo do custo, eles não estão competindo: estão destruindo a cadeia produtiva local. O pequeno e médio produtor não aguenta vender abaixo do custo por meses. Resultado: fechamento de propriedades, desemprego no interior e aumento da dependência externa. Dia 28 é um dia importante para se decidir em Brasília", explica o vereador de Valença, Haroldo Filho.
O resultado dessa conta que não fecha é visível nos distritos da nossa região:
Êxodo e Abandono; Propriedades históricas que passavam de pai para filho estão encerrando as atividades. O produtor prefere vender o rebanho para o corte a ver o trabalho de uma vida inteira virar prejuízo na planilha do laticínio. Asfixia do Comércio Local; O dinheiro do leite circula na cidade. Quando o produtor não recebe, o comércio de Valença, as agropecuárias de Barra Mansa e a economia dos pequenos municípios do entorno travam imediatamente.
Desmonte da Cadeia Coletiva; Nossas cooperativas regionais perdem força de barganha, ficando de mãos atadas diante de um mercado desregulado que prioriza o produto que vem de fora em detrimento do desenvolvimento regional.
ACORDA BRASÍLIA
Brasília precisa entender que defender o leite nacional não é um protecionismo brando, é uma questão de soberania alimentar e sobrevivência social. Permitir que o dumping continue destruindo bacias tradicionais como a nossa significa condenar o Sul Fluminense ao atraso econômico e terceirizar a produção de um alimento básico.
O dia 28 de maio será o divisor de águas. Ou o governo federal aplica uma barreira tarifária firme e definitiva para equilibrar o jogo, ou assinará a certidão de óbito da pecuária leiteira do Rio de Janeiro. Não há mais espaço para notas de repúdio ou promessas vazias; o produtor cansou de pagar a conta da inércia política.
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
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