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Sexta-feira, 01 de Maio de 2026

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Central de teleatendimento é condenada por controlar uso de banheiro

Para o colegiado, restringir uso de toaletes e fiscalizar o tempo gasto com essa finalidade não são condutas razoáveis

Central de teleatendimento é condenada por controlar uso de banheiro
Foto: Ronald Borges
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A 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a empresa AEC Centro de Contatos S.A. a pagar R$ 3 mil de indenização a uma atendente de telemarketing de Campina Grande (PB) que tinha suas idas ao banheiro controladas.

Para o colegiado, restringir uso de toaletes e fiscalizar o tempo gasto com essa finalidade não podem ser consideradas condutas razoáveis.

Na jornada de 6 horas, a atendente dispunha de intervalo de 20 minutos e de duas pausas de 10 minutos.  Além desses períodos, tinha ainda mais 5 minutos, caso precisasse usar o banheiro. Segundo ela, o controle do uso dos banheiros era uma conduta aflitiva e constrangedora.

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Dinâmica operacional

O pedido de indenização foi julgado improcedente pelo juízo de primeiro grau e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (PB). Para o TRT, a limitação das pausas era apenas uma forma de evitar excessos dos empregados, e o empregador não poderia ser punido por utilizar "dinâmica operacional de disciplinamento dos horários" para pausas e intervalos, "extremamente necessária ao tipo de atividade desenvolvida".

Para o relator do recurso de revista da atendente, ministro relator Augusto César, a prática descrita pelo TRT caracteriza descumprimento do empregador dos deveres decorrentes da boa-fé.

"O fato de o empregador exercer de forma abusiva seu poder diretivo, com a utilização de práticas degradantes impostas a seus trabalhadores, configura violação dos direitos de personalidade", afirmou.

Na avaliação do relator, a restrição ao uso de toaletes e a fiscalização em relação ao tempo gasto com essa finalidade não podem ser consideradas condutas razoáveis, pois expõem o trabalhador a constrangimento desnecessário, acarretando a condenação ao pagamento da indenização por dano moral. A decisão foi unânime. 

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